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NOTÍCIAS

16 Setembro
2014

Empresa não quer aceitar atestado emitido por médicos cubanos

16/09/2014

A empresa Minuano  tem rejeitado os atestados emitidos por médicos cubanos, obrigando os trabalhadores a buscarem validações de outros profissionais. A medida é repudiada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Avícolas e de Alimentação em Geral de Lajeado e Região (Stial). O presidente do Stial, Adão Gossmann, pondera que o trabalhador, na maioria das vezes, não tem condições de escolher o médico para atendê-lo. Ele vai ao posto de saúde quando está doente e é atendido pelo profissional que está dando consultas no local.

O Sindicato esteve na empresa na terça-feira (16) para tratar do assunto. Segundo Gossmann, a justificava dada pela Minuano é absurda. "Citaram uma Resolução do Conselho Federal de Medicina, que diz que  'os médicos intercambistas não possuem registro nos Conselhos de Medicina, somente registro no Ministério da Saúde, e não podem praticar a medicina de maneira irrestritiva, fazer atestação, seja de condições de saúde, doenças e possíveis sequelas e/ou do óbito, exceto em casos de morte natural em localidade em que não haja médico'."  Para Gossmann, a própria resolução é um absurdo, pois insinua que os médicos cubanos não estão aptos a trabalhar, mas se faltar médicos brasileiros, aí sim eles podem atuar. Pior, diz que eles podem atestar morte, mas não podem salvar vidas. "A medida é um contradição", resume Gossman.

Para o presidente do Stial, se os cubanos têm capacidade de exercer a medicina em seu país, se lá fazem diagnóstico, medicam, determinam afastamento do trabalho quando necessário, por que não poderiam o fazer aqui?

Na terça-feira (16/09), Gossmann esteve na prefeitura de Lajeado e foi informado pelo prefeito Luís Fernando Schmidt e pelo Secretário de Saúde Glademir Schwingel que o trabalho do médicos cubanos no Brasil  é legal e que todos são devidamente credenciados para o exercício da medicina através do Programa Mais Médicos do Governo Federal.

Caso ainda haja resistência por parte da empresa, Gossmann pretende denunciar o caso ao Ministério Público do Trabalho. "O trabalhador não pode ser penalizado." Ele orienta que o trabalhador que passar por este constrangimento, seja na Minuano ou em qualquer outra empresa, deve procurar o sindicato.

Assessoria de Imprensa