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NOTÍCIAS

27 Novembro
2016

Senador Paulo Paim faz duras críticas às reformas propostas do governo Temer

27/11/2016

 

"Ninguém mais vai poder se aposentar." A afirmação é do senador Paulo Paim (PT), durante plenária organizada pelo Movimento Sindical do Vale do Taquari, na sexta-feira (25/11) A atividade reuniu dezenas de dirigentes sindicais, de várias categorias, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Avícolas e Alimentação em Geral de Lajeado e Região (Stial).
Paim esteve em Lajeado a convite do Movimento Sindical para falar sobre temas como a Reforma da Previdência, Lei da Terceirização, Reforma Trabalhista e da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55.
Sobre a reforma previdenciária, ele foi enfático ao dizer que, se as alterações propostas forem aprovadas, os brasileiros não vão chegar a se aposentar. Atualmente, a lei em vigor - fórmula 85/95 - prevê, para as mulheres, 30 anos de contribuição à Previdência e 55 anos a idade mínima para se aposentar. Para os homens, são 35 anos de contribuição e 60 de idade. A reforma estabelece 65 anos de idade mais os respectivos tempos de contribuição. "São 65 na arrancada, porque cada vez que o IBGE apontar aumento na expectativa de vida, aumentará, também, a idade mínima da aposentadoria." Ele citou o caso dos nordestinos, cuja expectativa de vida é de 64 anos. "Ninguém mais vai poder se aposentar." O senador também destacou que a Previdência Social não é deficitária. O que causa rombo nas contas é a sonegação. 
Para Paim, a terceirização das atividades-fim só daria prejuízos ao trabalhador, porque perderia benefícios e não teria garantias sociais. Dados estatísticos, segundo ele, apontam desvantagem para o terceirizado. "O maior número de acidentes de trabalho registrados ocorrem com trabalhadores terceirizados."
Sobre a Reforma Trabalhista, o senador destacou a alteração na jornada de trabalho. "Nós lutamos pela redução da jornada de 44 horas, vigente, para 40 horas semanais. Eles querem aumentar." 
E a PEC 55 engessa os investimentos em áreas importantes, como na educação. "Todos os anos, os recursos provenientes da emenda a qual tenho direito, são destinados integralmente à Uergs, pela importância que tem a educação." 
O senador ainda disse que seu trabalho no Congresso Nacional está voltado a não aprovação das mudanças propostas pelo governo, que atingiriam a classe trabalhadora, e que participará de atividades, como a realizada ontem, para alertar a população sobre o perigo destas propostas.

Fonte:  Jornal O Informativo