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NOTÍCIAS

17 Março
2019

Violência contra mulher e Reforma da Previdência são temas de encontro

17/03/2019

O III Seminário das Mulheres, realizado sábado, reuniu mais de cem trabalhadoras no auditório do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Avícolas e Alimentação Geral de Lajeado e Região (Stial), promotor do evento. Os temas abordados foram “Reforma da Previdência” e “Violência contra a Mulher”.

A programação começou às 8h30min, com a leitura uma mensagem para as mulheres. Em seguida foi formada a mesa oficial com o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do RS (FTIA-RS), Paulo Madeira, a titular da secretaria da Mulher da FTIA, Arlete Schmitz, a titular da secretaria da Mulher do Stial,  Ivoni Rufino, e as advogadas especialistas em direito Previdenciário, Patrícia Wurfel e Jane Berwanger.

Ivoni e Madeira deixaram sua mensagem pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, motivo do seminário.

Previdência

Logo no início da palestra, a advogada Jane expressou sua opinião sobre a proposta da Reforma Trabalhista apresentada pelo governo Jair Bolsonaro: “Se a proposta do governo Temer (Michel Temer) era ruim, agora ficou pior”, declarou.

Segundo a especialista, as mulheres são as que terão maiores perdas de direitos, por conta da fórmula para o cálculo da aposentadoria, que combina tempo de contribuição e idade. De acordo com ela, também haverá prejuízo para quem, até então, poderia ter o benefício da aposentadoria especial. “O sentido da aposentaria especial é que o trabalhador ou trabalhadora saia do ambiente insalubre antes de adoecer. Só que com a proposta, terão que trabalhar mais tempo e logo vai aumentar o número de aposentadorias por invalidez”, prevê.

Jane também destacou a forma dos cálculos para aposentadoria e pensão por porte, que reduzirão o valor pago ao trabalhador ou beneficiário se comparado com a fórumula atual.

Outro prejuízo destacado pela advogada está relacionado a desobrigação da empresa de pagar os 40% de multa sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em caso de demissão do trabalhador já aposentado. “As pessoas não querem mais se aposentar, porque têm medo de serem demitidas.”

A palestrante também respondeu várias perguntas feitas pelo público em relação à Reforma da Previdência.

 

Violência

Depois do coffee break, a delegada, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Lajeado, Marcia Bernini Colembergue, falou sobre violência contra mulher. A sua participação começou  com  a apresentação de áudio gravado na sala de atendimento da polícia no estado de Santa Catarina. Os pedidos de socorro de mulheres que estavam naquele momento em situação de risco de morte impressionaram o público. Numa das gravações, o policial atente e a criança pede ajuda porque o pai está na iminência de matar a mãe.

Em seguida, a delegada explicou o conceito de machismo e feminismo, destacando que o feminismo não é mulheres contra homens, mas, sim, a luta de direitos de igualdade das mulheres em relação aos homens.

Também ressaltou os tipos de violência sofrida pelas mulheres: física, quando o companheiro agride a mulher fisicamente; psicológica, quando lhe diz palavrões ou xingamentos que a ofende e a desmerece como companheira, mãe, profissional, dona de casa; sexual, quando a obriga a ter relações sexuais contra a sua vontade - considerado estupro; e patrimonial, quando o companheiro começa a controlar os bens a fim de deixar a mulher sem condições financeiras, de sustento, para iniciar um processo de separação.

Marcia também explicou o que é feminicídio: crime de ódio contra a mulher por razões de gênero.

 A delegada informou todos os passos que as mulheres devem dar ao denunciar seus companheiros, como funcionam as medidas protetivas e o acolhimento às vítimas – tanto a mulher quanto os seus filhos. Ainda abordou a lei Maria da Penha, que existe para defender e proteger as mulheres vítimas de violência. E colocou a Delegacia da Mulher à disposição para o atendimento.

E encerrou fazendo um comparativo e uma pergunta: “Quem vocês acham que consegue se sair bem?  E apresentou a situação hipotética de deixar uma mulher, três filhos para cuidar e alimentar e quantidade mínima de dinheiro para sobreviver ou um homem nas mesmas condições. A resposta foi uníssona: “a mulher”.

A delegada encerrou dizendo que a mulher é muito forte, que quando está disposta a virar o jogo e mudar sua vida, ninguém a impede.

O público ainda fez perguntas, que foram respondidas pela delegada.  

 

 

Fonte: Assessoria Imprensa Stial